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Mostrando postagens de janeiro, 2017

Memórias de um Carnaval

Logo a típica comemoração festiva arrebatará as cidades, não compartilho muito dessa celebração, entretanto numa certa ocasião decidi...   Suas palavras soavam como poesia  Seus atos não pareciam compreensíveis  Aquela imagem indescritível Da sombra sua imagem se formava Cada vez mais nítida  Parado diante ao espelho  Eu entenderia, é apenas uma imagem invertida.  Pensando em palavras certas  Palavras mais leves que as cinzas  Palavras distantes, palavras perdidas. (...) cingido pelas sombras de uma noite chuvosa, meu sonho escorrendo como cada gota da chuva que batia na janela do ônibus, era algo passageiro que a estrada deixava para trás, entretanto eu permanecia envolto nos meus próprios sentimentos, aqueles que jurava jamais ceder... A caminho parecia sem fim, a dor da solidão aprisionava, encontrava-se diante de sua própria questão, mas não sabia respondê-la. (...) Sombra que cerca o chão Se espalha pela p...

O Fim do Silêncio; O Início da Voz. Capítulo II

É… relembrar as leituras de outrora atualmente coloca a confusão – essa que por sinal tem me afetado drasticamente – defronte a mim. Escritos de Junho/2010 – Julho/2010 Amigo Meu amigo… O que faz tão sozinho Deixe-me conversar com você Não sou seu inimigo Uma vez cheguei a pensar Se o o homem com Toda sua vontade chegaria a voar Tudo isso meu amigo dizia Em uma conversa longa Sentados nesse banco Sentindo a maresia A conversa se prolonga Colega , companheiro Poderíamos conversar O dia inteiro… Meu pobre amigo Havia descoberto O preço do castigo Rio de Lágrimas, Mar de Sentimentos. Como poderia me dar o prazer de fazer uma comparação com a chuva nesse momento? A precipitação que cai descomunalmente mediante a decepção… Não seria aceitável, pois essas são como um rio que carregam todo sofrimento e depois deságuam no oceano aonde encontram uma amálgama de sentimentos , misturando-se e depois esvaecem , toda singularidade do rio se torna uma pluralidade...

O Fim do Silêncio; O Início da Voz. Capítulo I

Após permanecer obscurecido por quatro anos, eu decido nesse momento expor novamente meus escritos, aqueles os quais escrevi em diversas situações e motivos que me acompanharam até aqui. Inicialmente trago ao leitor que se depara com meus textos antológicos, bem amadores de uma época prolífica, a qual me dedicava inteiramente para a escrita. O ser sozinho, ser preso a uma realidade abstrata que a minha interpretação se torna concreta, de tamanha dependência que sinto-me preso a ela. Como um convite amigável em hora de solidão, é um passaporte para o seu alter ego que aos poucos adquire sua forma e proporção, inopinadamente você se torna aquilo que tanto anseia de maneira tão esperada, é algo gratificante, mas todo convite tem seu fim e quando o derradeiro momento chega, a espera pelo próximo sente-se tão bem e chega ao ponto de olhar ao espelho e pedir para quem está a sua frente que volte, esse breve “surto” de loucura estabelece um diálogo com vontade de trazer uma próxima oportu...