Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de 2017

Insônia #1

Difícil é dormir e sozinho estar De olhar para o lado E nada ver Um nome para dizer, para pensar... Que traz tanto prazer Só de por um minuto Eu por-me a relembrar... Sua fonética, de cada letra do seu nome... . Diga como quiser Mas sou privilegiado Por isso sentir De ficar desorientado Enquanto estou à sorrir Nada é tão bom Nada faz tão bem ao coração De pegar no sono... De maneira que Morfeu ludibria Seu encanto me condiz Sentindo o que significa a palavra "paixão".

Uma Pequena Reflexão

Uma Pequena Reflexão Nesses dias que se passaram tenho acordado cedo, vejo o sol nascer e o crepúsculo da madrugada aos poucos desvaecer cedendo sua remansosa atmosfera para o luzido céu que se abre. Como de costume espero o café ficar pronto, vou até o quintal e acendo um cigarro. Nesse ritual matutino que realizo em tais dias, começo a caminhar a passos breves, de um lado para o outro, vagarosamente. Olhando atentamente para uma “trilha” de formigas que andam ativas pela parede do meu quintal, seguindo suas atividades instintivas e coletivas, eu me agachei por um momento e percebi algo. Com o cigarro em meus lábios enquanto eu olhava diretamente para o trajeto desses operosos e pequeninos seres, eu observava seis formigas carregando parte do abdômen de uma abelha, as formigas mantinham um sincronismo, de tal forma que poderia até traçar um polígono pela sua organização. A subida íngreme que elas precisavam atravessar – afinal, a parede é totalmente reta, não é mesmo? – mostrav...

Sem título #1

Tormenta é essa que vem Durante o silêncio noturno É esse medo implacável Que me circunda  Como os aneis de saturno Então vaguei, tão miserável Na escuridão transcendente Na sombra da minha própria mente Carregava assim o peso insuportável Preso em à sua condição O espelho refletia um doente Com coração deprimente A alma reluta Para que finalmente Possa descansar.

O Verme

Sensibilidade crítica e analítica, despreza olhares alheios e repudia-os com vigor. Virtude, entretanto, age como um ato violento, é como espinho de uma rosa, embora machuque-nos não paramos de contemplar a beleza de sua flor e todos os seus predicados. Entre eles a sensibilidade que vos digo, és tua digníssima virtude. Sinto-me envolto pelo ódio, o meu sangue logo transmuta-se de maneira obscura, minha sombra projetada logo se circunda por todo quarto. Sinto-me recluso por toda essa escuridão que traz um frio tenebroso, capaz de aniquilar qualquer manifestação de vida, tudo isso numa relação de simbiose entre nós. Únicos em meu vazio ela encontra um mar para poder navegar livremente, é como se eu abrisse as portas para deixar todos meus sentimentos mais viciosos, desmoralizados e corrompidos estabelecerem sua própria afirmação. Torno-me um verme, apenas um mero veículo de locomoção dominado pelas sombras, minha clemência é ínfima, foi banida dessa mente anômala que busca apenas sua a...

Habemus

O sangue cairá... Da garganta dos profanos, durante sua vã filosofia A adaga que é desembainhada, o gume reflete a luz Própria e noctívaga, essa será capaz Aqueles que se julgam nessa vã filosofia irão pagar Pela sua ignorância, mordaz e perniciosa Durante tanto tempo foi, confortável e ambiciosa (...) Magister Dixit (...) - E sim entendo sua ordem, e ei de cumpri-la A posição será tomada. Sangue derramado. A lua de sangue será realizada, e os ignóbeis farsantes derrubados. Hierarquia fajuta e capciosa; o reino de vocês chegou ao fim. Minha adaga está pronta. Derramarei o sangue sobre as próprias cabeças E nesse predito momento, suplicarão diante a mim. E sim, se fará realizado meu deleite, maléfico e tenebroso Alegria sem fim. Aguardem, a falácia a qual construíram está prestes a ruir. (...) Omnia affert tempus (...) E durante minha conversa com Cronos, este favor ser-me-á concedido. Anseiem, alegrem-se... pois minha adaga s...

Memórias de um Carnaval

Logo a típica comemoração festiva arrebatará as cidades, não compartilho muito dessa celebração, entretanto numa certa ocasião decidi...   Suas palavras soavam como poesia  Seus atos não pareciam compreensíveis  Aquela imagem indescritível Da sombra sua imagem se formava Cada vez mais nítida  Parado diante ao espelho  Eu entenderia, é apenas uma imagem invertida.  Pensando em palavras certas  Palavras mais leves que as cinzas  Palavras distantes, palavras perdidas. (...) cingido pelas sombras de uma noite chuvosa, meu sonho escorrendo como cada gota da chuva que batia na janela do ônibus, era algo passageiro que a estrada deixava para trás, entretanto eu permanecia envolto nos meus próprios sentimentos, aqueles que jurava jamais ceder... A caminho parecia sem fim, a dor da solidão aprisionava, encontrava-se diante de sua própria questão, mas não sabia respondê-la. (...) Sombra que cerca o chão Se espalha pela p...

O Fim do Silêncio; O Início da Voz. Capítulo II

É… relembrar as leituras de outrora atualmente coloca a confusão – essa que por sinal tem me afetado drasticamente – defronte a mim. Escritos de Junho/2010 – Julho/2010 Amigo Meu amigo… O que faz tão sozinho Deixe-me conversar com você Não sou seu inimigo Uma vez cheguei a pensar Se o o homem com Toda sua vontade chegaria a voar Tudo isso meu amigo dizia Em uma conversa longa Sentados nesse banco Sentindo a maresia A conversa se prolonga Colega , companheiro Poderíamos conversar O dia inteiro… Meu pobre amigo Havia descoberto O preço do castigo Rio de Lágrimas, Mar de Sentimentos. Como poderia me dar o prazer de fazer uma comparação com a chuva nesse momento? A precipitação que cai descomunalmente mediante a decepção… Não seria aceitável, pois essas são como um rio que carregam todo sofrimento e depois deságuam no oceano aonde encontram uma amálgama de sentimentos , misturando-se e depois esvaecem , toda singularidade do rio se torna uma pluralidade...

O Fim do Silêncio; O Início da Voz. Capítulo I

Após permanecer obscurecido por quatro anos, eu decido nesse momento expor novamente meus escritos, aqueles os quais escrevi em diversas situações e motivos que me acompanharam até aqui. Inicialmente trago ao leitor que se depara com meus textos antológicos, bem amadores de uma época prolífica, a qual me dedicava inteiramente para a escrita. O ser sozinho, ser preso a uma realidade abstrata que a minha interpretação se torna concreta, de tamanha dependência que sinto-me preso a ela. Como um convite amigável em hora de solidão, é um passaporte para o seu alter ego que aos poucos adquire sua forma e proporção, inopinadamente você se torna aquilo que tanto anseia de maneira tão esperada, é algo gratificante, mas todo convite tem seu fim e quando o derradeiro momento chega, a espera pelo próximo sente-se tão bem e chega ao ponto de olhar ao espelho e pedir para quem está a sua frente que volte, esse breve “surto” de loucura estabelece um diálogo com vontade de trazer uma próxima oportu...