Vazio de Boötes "Perdição, me mantém preso em ti, acalma minha alma que carrega, condensa sua inconstância. Dentro de que vai o tempo diz em poeira, além de tudo, além dos cosmos". Este corpo padece... Perde-se como parece Se faz de sonhos, poeira Caminhos errantes És tu, vagamundo. Por onde andas? Deixaste sua estrela Nas tuas andanças prófugas Do brilho rútilo Os anos todos distantes Ao vazio sombrio És tu, vagamundo. Espaçado, busca-te astro Orbita tua mente Vira-se, em si. Na vastidão da galáxia Olhar longínquo Busca erroneamente Erradio, vagamundo. Quem tu és? Deixaste de ir-se Ao ponto refulgente Reluzente em teu viver Abandonastes, decidira morrer. Teu corpo agora padece Deixava-se desorbitado Atraído, devorante. Agora consome a poeira Amortecido pela gravidade. Tão pujantes e o fegantes os suspiros de Morfeu Encontrando a escuridão Triste a lírica de Orfeu. No fundo A estrela brilha Distante, além de ti. Em ...