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Desejo

Eu bebo das duas fontes Não sei qual me acalenta Da qual me encanta Qual me enfrenta Eu bebo da fonte Que se dualiza Se transforma em pontes Eu bebo o encanto Do beijo Eu bebo da sua camisa Eu bebo do seu santo Do aconchego, comprazimento Da fonte, sedento Serás minha poetisa.
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Sólida Solidão

  Sólida solidão se faz conjunta De toda escassez Que se fez adjunta Partes de um grão de rochas sozinhas que isoladas não Fazem nada por timidez Solidão sólida Escassa de amor Desconjunta, não se fez não se formou coração Padeceu pela dor.

Soturno I

Difícil era sentir o peso perpétuo vagando pelo labirinto da solidão enquanto defronto meu reflexo no espelho e vejo toda atribulação se manifestar. Infelizmente a cada vez que nele olhava as respostas não pareciam me encontrar, no fundo dos meus olhos nada mais enxergava. Era incerto, obscuro. Monólogos incessantes a fim de no fundo da minha alma uma resposta encontrar, mas do que vale fazer perguntas se não há voz que possa dar resposta. As noites infindas, um martírio que ficava preso dentro do meu coração, por mais que eu tentasse esquecê-lo, eu sabia que lá estava, me consumindo. Singularmente essa amálgama do Vazio amiúde assumia forma fantasmagórica, uma tormenta surgindo do medo preso em mim, o temor que alimentava esse espectro tomava uma proporção absurda, e para minha agonia a simetria entre o fantasma e meus pesadelos estava perfeitamente alinhada. O desespero para me ausentar do meu quarto, pois lá sabia que em um breve espaço de tempo a porta para sua prese...

Cosmo e a Perdição #3 (Solitude Mea Est)

  Vazio de Boötes "Perdição, me mantém preso em ti, acalma minha alma que carrega, condensa sua inconstância. Dentro de que vai o tempo diz em poeira, além de tudo, além dos cosmos".              Este corpo padece...   Perde-se como parece Se faz de sonhos, poeira Caminhos errantes És tu, vagamundo. Por onde andas? Deixaste sua estrela Nas tuas andanças prófugas Do brilho rútilo Os anos todos distantes Ao vazio sombrio És tu, vagamundo. Espaçado, busca-te astro Orbita tua mente Vira-se, em si. Na vastidão da galáxia Olhar longínquo Busca erroneamente Erradio, vagamundo. Quem tu és? Deixaste de ir-se Ao ponto refulgente Reluzente em teu viver Abandonastes, decidira morrer. Teu corpo agora padece Deixava-se desorbitado Atraído, devorante. Agora consome a poeira Amortecido pela gravidade. Tão pujantes e o fegantes os suspiros de Morfeu Encontrando a escuridão Triste a lírica de Orfeu. No fundo A estrela brilha Distante, além de ti. Em ...

Cosmo e a Perdição #1 (?)

Chaos. Fonte:https://vignette.wikia.nocookie.net/greek-myth933/images/3/3e/Chaos.jpg/revision/latest/scale-to-width-down/1000?cb=20160604113148 No espaço vazio de vontade livre solitária, porém (in)finita O brilho radiante que se expande através dos olhos Os mesmos olhos cegos expandidos pela radiação cintilante Não é capaz de ver a solitude do vácuo Entre a cegueira do egoísmo ou finitude "in que dure uma eternidade" O elo vazio na imensidão soturna que não acompanha o compasso Nem pelo seu campo gravitacional que foi capaz de distorcer-me Em tempo e espaço, contrariando as coisas pequenas Que já foram grandes, e assim tornar-se-iam... Poeira, constitutivas entre os elementos Procurei em você, minha quintessência. Nunca fui capaz de encontrar a dúvida que ofuscava Ou a energia que sombreava os impulsos De forma tão gravitante, Em expansão magnífica Ao mesmo tempo caótica Sem direção; talvez por eu não saber dizer: não O ciclo adjacente que perpetua à lei eterna Não faz senti...