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Mostrando postagens de 2018

Reflexões da Madrugada #2 – SUBMERSÃO

Submersão - Parte I "Volatile - Fonte: Internet" (...)Eu me apoio nos resquícios que planam no horizonte devastado(...) Estendo meus braços sobre os vestígios carregados, pela tristeza naufragada. A tormenta de outrora se perde na colmeia fulgurosa que surge entre nuvens gris. Assim, desditosamente meu corpo se torna um indício, de quem decaiu e está pronto à submergir.  Os ecos das correntes marítimas tragam vorazmente, o canto que encanta enquanto se apresenta sedutor pelo canto da sereia... A melodia melíflua entoada pela consciência deturbada é como uma Ode à Submersão... Aprofundando seu canto, toca sua alma, toda sua exuberância é como tesouros maravilhosos; “digo enquanto torno a resfolegar... "Es ist als lägen wunderschätze¹” ¹NOVALIS -Sommerabend (1976)

Reflexões da Madrugada #1 "A Tempestade"

REFLEXÕES DA MADRUGADA #1 A Tempestade " In The Storm Painting by Dorothy Maier " A raiva e inquietação que se consomem durante a juventude são impetuosas, difíceis de serem resguardadas dentro de si, agitadas e turbulentas como o mar durante tempestade. O seu barco que se depara com tal intempérie, é levado – mesmo que contra sua vontade – ao oscilar tempestuoso das ondas que diante do céu plúmbeo estremecem e anunciam o fim trágico submergido.  O desespero que toma conta de você carregado pelo prelúdio orquestrado por um compasso infindo de tormentas infinitas além-mar; obscurecido o horizonte se apresenta pela névoa cinzenta que circunde todo seu campo de visão, o fulgor pelos raios da tempestade cintilam em seus olhos trazendo memórias e flashbacks , deixando assim o desalento permear seu barco trazendo até você o encontro fúnebre com Poseidon.  O fim é certo...! sôfrego você se encontra querendo o único prazer possível, viver... concretizar seu...

A Analogia sobre a Amizade - Introdução

Por Caio F. Apparício Nesse texto pretendo apresentar de forma análoga uma reflexão latente, que em decorrência existencial em me afetado até então. Essa questão tão expressiva e que faz parte de qualquer meio social de um ser humano – a amizade – me interessou um “pensar” numa analogia, com o intuito de compreendê-la e aceitar sua manifestação, invés de um desespero ou qualquer atitude impulsiva e irracional. O Vínculo Amistoso     Se começarmos pelo primeiro ponto de partida, é possível se questionar... O que é uma amizade? Se for analisado por uma interação social ambilateral, ou seja, só posso ter amizade com outrem caso também se corresponda de tal forma; sendo assim é necessário a criação de um vínculo inicialmente. O vínculo pode ser correspondido e estabelecido desde uma questão casual até uma busca por interesses compartilhados em comum entre ambos, sendo assim a vinculação ( Ação ou efeito de estar, ou de se estar, ligado através de...

A Falsa Concepção de Felicidade e sua Exposição

Explicando a imagem selecionada: O seu ego confortável, escravo da felicidade que faz parte de você, mas ingrata por estar presta ao seu comodismo, será que você realmente tem a chave de deixar sua felicidade livre, ou você sente-se cômodo por tê-la acorrentada? Esse texto tem um caráter pessoal, especialmente no tocante à observação feita, no caso por mim – dessa forma vou falar de maneira aberta, quase que em caráter “amistoso”. Na real é mais um desabafo fajuto sem conotação científica e porra nenhuma, mas vale uma observação hahahha!               Vejo de forma ordinária e hodierna a constante necessidade de um sujeito de demonstrar sua felicidade, seus momentos “em que está tudo bem”, transparecer numa constância onde não existe nada ruim, negativo, depressivo... Essa constante que acontece para exibir um status narcísico que a famigerada rede social Instagram proporciona de forma patológica aos seus usuários ao...

Humano

  All Is Vanity (1892) Charles Allan Gilbert Humano Não sou nada, tão pouco tudo Mesmo com meus excessos Nem sempre há contenção Não posso falar com todos Muito menos a todos ouvir Sem saber o por quê Ou pelo interesse Te ofereço amor O quê é objetivo Às vezes confuso Quando torna-se ódio Penso que sei Mas nada sei dizer O humano pode escolher Mesmo que sem saber Da sua contrariedade Diante dum espelho Que comprova sua humanidade Seu desejo eterno Tão breve, como sua finitude.

Amor...Palavra de vários significados...

Amor... Palavra de vários significados... Mas qual o significado ela tem para você?   Com esse “vago” e breve questionamento inicio o presente texto tentado buscar uma reflexão. De forma alguma o propósito do pensamento que aqui transcrevo é definir o que é o amor e o seu significado pessoal, mas sim buscar uma compreensão e uma abordagem diferenciada baseada em problemas contemporâneos, usando uma linguagem alegórica que abarque essa palavra multifacetada.  Comumente a palavra amor é capaz de remeter o nosso pensar para um ente (Ser ou Coisa) e especialmente que exista, como por exemplo uma pessoa. É de forma ordinária que se escute por aí frases como “Ah! O meu amor da minha vida”, “Como eu amo isso! ”ou “Fulano (a) é – ou foi – o grande amor”, entretanto é fácil se deixar levar por essa capacidade humana de transferir o abstrato para algo material, materializando um objeto criado (por exemplo a Arte é algo abstrato, o quadro pintado é a transferência d...