Após permanecer obscurecido por quatro anos, eu decido nesse momento expor novamente meus escritos, aqueles os quais escrevi em diversas situações e motivos que me acompanharam até aqui. Inicialmente trago ao leitor que se depara com meus textos antológicos, bem amadores de uma época prolífica, a qual me dedicava inteiramente para a escrita.
O ser sozinho, ser preso a uma realidade abstrata que a minha interpretação se torna concreta, de tamanha dependência que sinto-me preso a ela. Como um convite amigável em hora de solidão, é um passaporte para o seu alter ego que aos poucos adquire sua forma e proporção, inopinadamente você se torna aquilo que tanto anseia de maneira tão esperada, é algo gratificante, mas todo convite tem seu fim e quando o derradeiro momento chega, a espera pelo próximo sente-se tão bem e chega ao ponto de olhar ao espelho e pedir para quem está a sua frente que volte, esse breve “surto” de loucura estabelece um diálogo com vontade de trazer uma próxima oportunidade, diálogo esse que muito utiliza-se persuasão para trazê-lo do outro lado, e assim todos se regojizaram com ele, até que ponto você não se parece com a imagem do espelho?
“Gostaria que você pudesse vir e ficar pois preciso de você e não sabe o tanto desde a sua chegada poucos acreditaram, pareciam espantados – pensei certa vez-, embora me conhecessem; ficaram perplexos diante de nós,-tão próximos um do outro. Talvez sempre estivemos juntos e não entendo o motivo de tamanha perplexidade… me pergunto… é nessa confusão que busco a resposta.”
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