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Cosmo e a Perdição #3 (Solitude Mea Est)

 Vazio de Boötes

"Perdição, me mantém preso em ti, acalma minha alma que carrega, condensa sua inconstância. Dentro de que vai o tempo diz em poeira, além de tudo, além dos cosmos".

            

Este corpo padece...

 
Perde-se como parece
Se faz de sonhos, poeira
Caminhos errantes
És tu, vagamundo.

Por onde andas?
Deixaste sua estrela
Nas tuas andanças prófugas
Do brilho rútilo
Os anos todos distantes
Ao vazio sombrio

És tu, vagamundo.

Espaçado, busca-te astro
Orbita tua mente
Vira-se, em si.
Na vastidão da galáxia
Olhar longínquo
Busca erroneamente
Erradio, vagamundo.

Quem tu és?

Deixaste de ir-se
Ao ponto refulgente
Reluzente em teu viver
Abandonastes, decidira morrer.

Teu corpo agora padece
Deixava-se desorbitado
Atraído, devorante.
Agora consome a poeira
Amortecido pela gravidade.

Tão pujantes e ofegantes
os suspiros de Morfeu
Encontrando a escuridão
Triste a lírica de Orfeu.

No fundo
A estrela brilha
Distante, além de ti.
Em seu mundo.

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