No espaço vazio de vontade livre solitária, porém (in)finita
O brilho radiante que se expande através dos olhos
Os mesmos olhos cegos expandidos pela radiação cintilante
Não é capaz de ver a solitude do vácuo
Entre a cegueira do egoísmo ou finitude "in que dure uma eternidade"
O elo vazio na imensidão soturna que não acompanha o compasso
Nem pelo seu campo gravitacional que foi capaz de distorcer-me
Em tempo e espaço, contrariando as coisas pequenas
Que já foram grandes, e assim tornar-se-iam...
Poeira, constitutivas entre os elementos
Procurei em você, minha quintessência.
Nunca fui capaz de encontrar a dúvida que ofuscava
Ou a energia que sombreava os impulsos
De forma tão gravitante,
Em expansão magnífica
Ao mesmo tempo caótica
Sem direção; talvez por eu não saber dizer: não
O ciclo adjacente que perpetua à lei eterna
Não faz sentido sem sua destruição
Mesmo um ponto sozinho, em solidão
Foi importante, não obstante
Causador da devastação
Enfim, assim surgiu
Ou pressentiu
O tempo
Em seu trastempo
O fim, o começo...
Entre progresso e processo
Eu ingresso, assim confesso
Atemporal, será meu regresso.

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