Pular para o conteúdo principal

Cosmo e a Perdição #1 (?)


Chaos. Fonte:https://vignette.wikia.nocookie.net/greek-myth933/images/3/3e/Chaos.jpg/revision/latest/scale-to-width-down/1000?cb=20160604113148




No espaço vazio de vontade livre solitária, porém (in)finita

O brilho radiante que se expande através dos olhos

Os mesmos olhos cegos expandidos pela radiação cintilante

Não é capaz de ver a solitude do vácuo

Entre a cegueira do egoísmo ou finitude "in que dure uma eternidade"


O elo vazio na imensidão soturna que não acompanha o compasso


Nem pelo seu campo gravitacional que foi capaz de distorcer-me


Em tempo e espaço, contrariando as coisas pequenas

Que já foram grandes, e assim tornar-se-iam...

Poeira, constitutivas entre os elementos

Procurei em você, minha quintessência.


Nunca fui capaz de encontrar a dúvida que ofuscava

Ou a energia que sombreava os impulsos

De forma tão gravitante,

Em expansão magnífica

Ao mesmo tempo caótica

Sem direção; talvez por eu não saber dizer: não


O ciclo adjacente que perpetua à lei eterna

Não faz sentido sem sua destruição

Mesmo um ponto sozinho, em solidão

Foi importante, não obstante

Causador da devastação


Enfim, assim surgiu

Ou pressentiu

O tempo

Em seu trastempo

O fim, o começo...

Entre progresso e processo

Eu ingresso, assim confesso


Atemporal, será meu regresso.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A Analogia sobre a Amizade - Introdução

Por Caio F. Apparício Nesse texto pretendo apresentar de forma análoga uma reflexão latente, que em decorrência existencial em me afetado até então. Essa questão tão expressiva e que faz parte de qualquer meio social de um ser humano – a amizade – me interessou um “pensar” numa analogia, com o intuito de compreendê-la e aceitar sua manifestação, invés de um desespero ou qualquer atitude impulsiva e irracional. O Vínculo Amistoso     Se começarmos pelo primeiro ponto de partida, é possível se questionar... O que é uma amizade? Se for analisado por uma interação social ambilateral, ou seja, só posso ter amizade com outrem caso também se corresponda de tal forma; sendo assim é necessário a criação de um vínculo inicialmente. O vínculo pode ser correspondido e estabelecido desde uma questão casual até uma busca por interesses compartilhados em comum entre ambos, sendo assim a vinculação ( Ação ou efeito de estar, ou de se estar, ligado através de...

A Segunda Visão. (Parte II)

Depois da tempestade Cambelante, atarantando por passos semi-certos assim seguia, errando (Num caminho errante) Aos olhos entorpecidos pela constante própria seguia eu admirando a bela brisa que refugante perante o meu corpo (Mesmo assim eu admirava) As belas vozes que exaltavam distantemente, no horizonte Perdido esse, longíquo Distantemente, de mim Oblíquo Pobre de mim, no ermo entrépido, ao mesmo tempo refém, dos meus medos padecendo, sozinho Assim, estava...enfermo.

Amor...Palavra de vários significados...

Amor... Palavra de vários significados... Mas qual o significado ela tem para você?   Com esse “vago” e breve questionamento inicio o presente texto tentado buscar uma reflexão. De forma alguma o propósito do pensamento que aqui transcrevo é definir o que é o amor e o seu significado pessoal, mas sim buscar uma compreensão e uma abordagem diferenciada baseada em problemas contemporâneos, usando uma linguagem alegórica que abarque essa palavra multifacetada.  Comumente a palavra amor é capaz de remeter o nosso pensar para um ente (Ser ou Coisa) e especialmente que exista, como por exemplo uma pessoa. É de forma ordinária que se escute por aí frases como “Ah! O meu amor da minha vida”, “Como eu amo isso! ”ou “Fulano (a) é – ou foi – o grande amor”, entretanto é fácil se deixar levar por essa capacidade humana de transferir o abstrato para algo material, materializando um objeto criado (por exemplo a Arte é algo abstrato, o quadro pintado é a transferência d...