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A Analogia sobre a Amizade - Introdução



Por Caio F. Apparício

Nesse texto pretendo apresentar de forma análoga uma reflexão latente, que em decorrência existencial em me afetado até então. Essa questão tão expressiva e que faz parte de qualquer meio social de um ser humano – a amizade – me interessou um “pensar” numa analogia, com o intuito de compreendê-la e aceitar sua manifestação, invés de um desespero ou qualquer atitude impulsiva e irracional.



  • O Vínculo Amistoso

    Se começarmos pelo primeiro ponto de partida, é possível se questionar... O que é uma amizade? Se for analisado por uma interação social ambilateral, ou seja, só posso ter amizade com outrem caso também se corresponda de tal forma; sendo assim é necessário a criação de um vínculo inicialmente. O vínculo pode ser correspondido e estabelecido desde uma questão casual até uma busca por interesses compartilhados em comum entre ambos, sendo assim a vinculação (Ação ou efeito de estar, ou de se estar, ligado através de vínculo) inicia o primeiro contato da amizade e sua relação amistosa entre os indivíduos. Agora se for analisado o que é o vínculo, a capacidade de ligar uma coisa a outra (indivíduos) ela se apresenta multifacetada e não cabe – em minha opinião – estabelecer uma sistematização propriamente dita, não obstante é possível elucidar fatores intrínsecos a ele [o vínculo] já que sua apresentação é pessoal e inerente ao casual e momentâneo; mesmo assim o vínculo é a ponte estabelecida para dois pontos se unirem. Entender o vínculo e a maneira que ele representa é essencial para a o futuro entendimento da analogia que explicarei adiante. A maneira que nós estamos estabelecendo vínculo(s) está em constante mudança, em decorrência da difusão e alteração progressiva de meios de comunicação (que estão adjacentes à transformações sociais e tecnológicas), devo ressaltar isso já que para o entendimento do leitor, de maneira exclusiva, a vinculação não se dá somente por um meio físico e presente, mas também virtual. Dessa maneira hodiernamente estamos lidando mutuamente com duas possibilidades de criar um vínculo amistoso, e compreendido essa variabilidade vamos retomar a um ponto fundamental no próximo parágrafo. 


     E afinal, como eu me vinculo? O ser humano não pode ser compreendido de maneira isolada e solitário, pois sua representação somente faz sentido com o outro. A sociabilidade e interação entre indivíduos aparece como um fator necessário à sua existência, pois além de comprová-la, demonstra a humanidade do ser; é possível crer que o motivo para se vincular se apresenta desde a tenra idade, no âmbito familiar inicialmente. Na família cria-se os primeiros vínculos do ser – independentemente da estrutura familiar ou como essa se classifica – e esses laços não tem uma conotação puramente “boa ou ruim”, pois é possível estabelecer uma relação empática ou antipática com quem se estabelece. Após as etapas de desenvolvimento o vincular-se abarcará outras esferas sociais conforme o indivíduo se estrutura e estabelece sua relação no ambiente inserido. Essas são etapas iniciais de um desenvolvimento social e podem refletir futuramente como uma pessoa lida com o vínculo amistoso e a amizade. 

    Devo ressaltar ao leitor que não entenda a significância de Amizade pautada em observações triviais e tão pouco respaldadas pelo senso comum, peço que entenda a “Amizade” aqui nesse texto como uma questão social e psicológica.

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